Diana Sasaki

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Eu sempre fui uma pessoa extremamente curiosa e pesquiso a fundo assuntos que me despertam interesse. A alimentação é um campo que desde adolescente me cativou, não só por adorar cozinhar, transformar os alimentos e criar receitas que cativem o paladar/olfato/visão das pessoas (que é uma forma de expressar amor), mas também por perceber que a nutrição consciente pode fazer nosso corpo (que é uma máquina complexa) funcionar de forma potencializada, e também por ter a auto-responsabilidade na escolha do que consumir, levando em consideração os impactos (ambientais, sociais e éticos).

O meu foco nunca foi me classificar de algo ou buscar correntes “da moda”que exaltam determinados alimentos, e sim buscar, baseado em diversas pesquisas teóricas e experimentais, testes clínicos e empíricos (testando no próprio corpo) o que realmente é saudável e traz bem-estar. É importante cada pessoa buscar na fonte as informações. Ler livros, artigos, participar de eventos, cursos e trocar experiências com pessoas que vivem já há algum tempo a linha alimentar que você está buscando compreender e vivenciar.

Com 15 anos de idade (em 1998), na rebeldia da adolescência, comecei a questionar o impacto ambiental na amazônia do consumo de carne bovina. E, por não concordar com o sistema, eliminei a carne vermelha da minha alimentação, vivendo num meio não vegetariano.

Escolhi fazer fazer graduação em Ecologia e, durante a faculdade, eliminei outros tipos de carnes de minha alimentação (por volta de 2002), com exceção de peixes e frutos do mar por apegos emocionais ligados à culinária baiana, que é a minha de origem, e mais tarde eliminei todas as carnes sem exceção (por volta de 2005). Depois fiz mestrado em Agroecologia para aprofundar meus conhecimentos em formas mais limpas e sustentáveis de produção e em permacultura para poder aplicar de forma prática em minha vida e poder compartilhar.

Todas as transformações alimentares que fiz sempre ocorreram como consequência de um processo e embasadas em uma pesquisa profunda prévia, me informando antes de agir, ainda mais por serem linhas “fora da caixa”, do convencional pra maioria das pessoas, e para garantir que teria o aporte nutricional necessário para uma vida saudável.

Em 2011 eliminei todos ingredientes de origem animal do meu consumo geral (não só da alimentação mas de tudo que foi possível), quando amadureci mais a pesquisa não só de impacto ambiental mas de social e ético. Quando você descobre como os alimentos de origem animal são produzidos para chegar até a sua mesa, é chocante, devastador e até aterrorizante. Muitas pessoas não querem ver documentários que mostram como isso ocorre, justamente por ficarem chocadas com imagens fortes de sofrimento animal. Isso mostra como temos empatia com os animais (ainda que muitos queiram esconder este aspecto de si mesmos). Por outro lado, é importante praticarmos a AUTO-RESPONSABILIDADE sempre e amadurecer. Nossa vida é feita de escolhas e está mais do que na hora de que estas escolhas sejam conscientes.

Neste mesmo ano que me tornei vegana, iniciei minhas pesquisas dentro da alimentação viva. Li muito a respeito do frugivorismo proposto pelo Dr. Douglas Graham na dieta alimentar conhecia como Low Fat Raw Vegan Diet ou 80 10 10. Também aprofundei meu conhecimento sobre crudivorismo, jejum higienista e até mesmo sobre a alimentação prânica. Pesquisas que até hoje fazem parte dos meus estudos pessoais.

Em 2014 comecei a pesquisar sobre alimentação sutil (alimentos tamásicos), focando alimentos que favorecem a prática da meditação e a acalmar a mente, trazem mais foco e consciência no presente. Estes conhecimentos só vieram para somar nas pesquisar anteriores em outras linhas.

Em 2016 iniciei experimentos práticos dentro da alimentação viva, praticando finais de semanas crudívoros, depois semanais inteiras, que depois evoluíram para meses. Tem sido extremamente enriquecedor estes testes práticos no próprio corpo.

Hoje o que busco praticar é uma alimentação alcalizante e vegana, que é composta por alimentos que favoreçam o funcionamento do corpo em seu potencial máximo, associando alimentos crus, germinados, fermentados, desidratados e alguns cozidos também, gorduras benéficas e super alimentos, o que exclui alimentos de origem animal e industrializados sintéticos refinados. De manhã faça o jejum intermitente, ao longo do dia procuro consumir alimentos crudívoros e quando consumo alimentos cozidos, foco em alimentos artesanais, integrais e livres de industrializados. Em alguns períodos pratico jejuns mais longos também.

Eu acredito que todos nós somos canais.
E por que não viver esta experiência de forma completa e plena?
Ter uma saúde debilitada, se acostumar a conviver com incômodos crônicos no corpo e não se sentir bem não é normal. O normal é se sentir ativo, bem e feliz!

Convido você a entrar também neste universo da alimentação consciente e da auto-responsabilidade!
Que você seja feliz e se realize! ♥
Um grande abraço!
Diana Sasaki